Por Frater Juan Carlos Romera, formado pela Ordem iniciática B.O.T.A. (Builders of the Adytum)
Alquimia é a arte e ciência que procura a transformação do corpo e da mente com a finalidade de converter, o indivíduo que a pratica, num canal cristalino para uma nova consciência. Essa consciência, diferentemente daquela que está presente no homem natural, outorga uma percepção do mundo na qual a unidade é a característica fundamental. O alquimista percebe o elo indivisível entre o Criador, o Universo e a Natureza Humana. Esse novo “estado de ser” foi conhecido pelos antigos como a descoberta e desenvolvimento da Pedra Filosofal.
Foi chamado assim, pois em hebraico, pedra é EBEN, sendo que a primeira parte da palavra constituída pelas letras Aleph e Beth formam a expressão AB que se traduz como “pai”. A segunda parte da palavra está constituída pelas letras Beth e Nun, as quais formam a expressão BEN que se traduz como “filho”. Dessa maneira, os antigos alquimistas ocultaram no simbolismo da Pedra Filosofal o conceito místico da união do Pai com o Filho, várias vezes repetido na Bíblia, tanto nas escrituras hebraicas do Antigo Testamento como nas grego-cristãs.
Esta é a Pedra Fundamental que na Bíblia é mencionada como “recusada pelos construtores”. Efetivamente, enquanto o ser humano comum pretende construir sua vida a partir dos efeitos do mundo sensorial, o alquimista reconhece o plano das causas, o nível espiritual profundo: a consciência. Sobre essa “rocha”, a mais sólida de todas, pois a consciência nunca muda nem se vê submetida às mudanças do mundo físico, o Filósofo da Arte trabalha sua personalidade, transformando adversidades em circunstâncias de crescimento favorável em todas as facetas de sua vida.
Uma vez atingida a Pedra Filosofal, isto é, uma vez reconhecido o foco de consciência interna ou o verdadeiro EU SOU em seu interior, o alquimista consegue transmutar o Chumbo em Ouro, isto é, mudar um estado de consciência limitado e pesado, em outro resplandecente e brilhante. Nessa “transmutação metálica”, o chumbo, metal associado ao planeta Saturno, representa o estado inferior, animalizado, no qual a consciência humana se vê limitada às condições de tempo e espaço. O chumbo é o estado de sofrimento produto da ignorância ao respeito de nossa natureza divina. O ouro, um metal solar, tem a conotação de integração, pois o astro central de nosso sistema planetário sempre representou a fonte de vida e regeneração da espécie humana.
Com esse poder renovador funcionando em seu interior, conhecido como a Medicina Universal, o alquimista pode, por meio da força do Amor Incondicional, integrar sua personalidade. Será graças à aplicação dessa força harmônica que chegará no ponto em que atingirá a perfeita saúde física e mental. Nesse estado o alquimista descobre o Elixir da Longa Vida, o reconhecimento de sua essência eterna e infinita, com o qual poderá recodificar seu próprio corpo físico, libertando-o da prisão da carne, isto é, dos resíduos da genética animal que o condena à morte e assim ao renascimento.
O objetivo final, que é a culminação do que se chama Grande Obra, tem lugar no momento em que sua integração com o Cosmos e o Criador é tal que seu corpo chega a um estado de total espiritualização. Em dito momento o alquimista se liberta e ascende, através dos planos de existência, em direção a um estado de ser onde as condições são de plena bem-aventurança em comunhão com o infinito.
Três são as etapas básicas no desenvolvimento alquímico. Neste ponto é importante ressaltar que existem diversas classificações, bem como diversas óticas no uso da Alquimia.
Existe assim, para resumir, uma Alquimia Interna e outra Externa. Neste texto estamos tratando a Alquimia Interna, isto é, aquela que transmuta a personalidade do alquimista. Uma vez realizada a Alquimia Interna se torna fácil entrar na Externa na qual o alquimista é capaz de modificar o “mundo material”. Literalmente, se for necessário, poderá transmutar chumbo físico em ouro. Mas isso nada mais é do que um símbolo da capacidade que o alquimista adquire em seu domínio do plano físico, o qual pode resultar milagroso para aqueles que não compreendem a raiz de seu poder.
Agora, voltando às etapas da Alquimia, podemos dividi-las em três: NIGREDO, ALBEDO e RUBEDO.
A primeira fase é a de ignorância e a do crítico acordar. É pela qual todos nós, em momentos importantes de transformação biológica, passamos de maneira natural. Nesta forma vem como nascimento e morte, ou bem aparece nas transformações que o corpo sofre na transição entre menino e adolescente, ou deste a jovem e daí à clássica crise dos quarenta ou à velhice.
Não obstante, o alquimista ativa por seus próprios meios o processo de transformação mais importante: a morte do ego ilusório. Durante vidas nos identificamos a uma infinidade de conceitos e intentamos faze-los rígidos, estáticos. Refugiamo-nos numa torre de apegos que em vão tentamos defender dos estragos da mudança perpétua ao que se vê submetido o mundo material.
Durante essa fase, de autêntica putrefação de antigos padrões habituais de comportamento, perfila-se pouco a pouco o alvorecer de um novo estado, no qual nossa verdadeira natureza se revela.
Este é ALBEDO, palavra que provém do termo latino “Alba”. Saindo da escuridão das nossas próprias sombras, entramos na dimensão da plena objetividade, em que o momento presente surge como a única realidade na qual vivemos. Vivendo nesse estado o corpo se transforma gradualmente até chegar a uma completa regeneração que ocorre paralela à purificação da alma que nos leva a ALBEDO, pois mente e corpo são partes de uma realidade indivisível e o que sucede em um, tem seu reflexo no outro.
A regeneração, em seu momento definitivo, nos leva ao estado de RUBEDO, o “vermelho”. Neste estado a iluminação se faz patente, um mundo novo se abre ante o “olho interior” e o estado de consciência cósmica se estabelece definitivamente. É a fase de contato pleno com a eternidade e a retificação total da alma. A Grande Obra se vê cumprida e o alquimista, cheio de amor por todos os seres, dedica-se a emanar luz a seus colegas, contemplando-os compassivamente desde as alturas da mais alta realização.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
Além dos reinos da Morte
Créditos:cruxsabbati.blogspot.com
Por Robin the Dart
Magister - Clã de Tubal-Caim
O Povo de Goda, o Clã de Tubal Caim, são de uma tradição ancestral de adoração Luciferiana e isto não é para se gabar, é difícil para as pessoas compreenderem. Então este simples truísmo não é uma coisa fácil de se explicar aos estranhos, pois também celebramos vida, possuindo um respeito profundo por todas as coisas meritórias ao redor de nós. Mais importante, acreditamos que a vida é uma preparação para a morte. Como o falecido Evan John Jones, o antigo Magister do Clã uma vez me disse: "Eu pensei que estava aprendendo a viver, mas estou realmente aprendendo a morrer." Isto foi trazido à mente durante nosso ritual 'Rosa Além do Túmulo', onde um aspirante é escolhido para viajar além de sua própria existência a fim de descobrir a 'Verdade' e a 'Palavra'. Robert Cochrane, o fundador do Clã, ensinou da Lei, Evan John Jones, a Palavra, e eu - 'verdade pessoal' e 'mentira'. Assim minha saudação às pessoas que eu gosto é: "Possa a Palavra proteger você da Mentira."
Mas estou divagando, volto ao ponto. O homem 'perfeito' era escolhido para o ritual, nenhum peso leve mas um Mestre Maçom, um pragmático e empírico (também um Juíz de Paz), não alguém que seja facilmente enganado por falsidades ou teatro. Depois de uma preparação significativa que incluía jejum, abstinência sexual, meditações e a segurança nos caminhos astrais, o rito culminava em um dia de preparação e ritual. Embrulhado dentro da mortalha do Clã, adornada com símbolos específicos e selos angelicais, seu espírito finalmente iniciava sua jornada com cerimônia completa. Eventualmente, o aspirante retornava deste rito complexo e envolvente, no qual o sucesso não pode ser garantido (depende muito do próprio egresso individual), como uma alma radiante, brilhante e iluminada. Quando alguém toca, mesmo que brevemente a verdadeira virtude, traz de volta como um símbolo daquela consciência, e assim que a viagem continua, aprende-se a amar a vida e não temer morte, o portal para eternidade. A energia e emoção do ritual abençoou aqueles que o testemunharam. Este despertar não é apenas do espírito que retorna ao seu estado original, é também como ele desenvolve sua passagem na Terra.
Existem três estados de aprendizado: 1) A compreensão de Deus 2) A experiência de Deus e 3) O despertar do Deus interior (vendo com os olhos de Deus). Um profeta disse que uma parte sua está neste mundo, mas não deste mundo; o sopro sagrado ligado ao seu campo eletromagnético penetra seu corpo inteiro e deste modo, ao campo eletromagnético do universo. O ritual da 'Rosa Além da Tumba' facilita este contato, ainda que seja triste que um amigo Sufi recentemente tenha divulgado sua preocupação de que estamos em tempos perigosos que pedem a quebra do ovo para re-fechar sua casca à fim de proteger o fluxo subterrâneo.
Assim, não estou sugerindo que todo mundo deva tentar esta jornada. Para nós, gerações de experiência foram passadas para nos ajudar a evitar as armadilhas nestas escuras e perigosas magias. Preparação, meditação e afirmações, como "Este não é meu corpo, este é o templo de Deus. Este não é meu coração, este é o altar de Deus", é uma boa forma de começar. Nem todos têm liberdade de tempo e restrições financeiras para indulgir em um retiro espiritual, então devemos satisfazer nossas necessidades de outras formas. Ao invés disso podemos visualizar-nos na caverna primal, vestindo o traje de um peregrino, sintonizando nossa consciência àquela do ermitão. Devemos criar dentro de nós mesmos o Sagrado dos Sagrados; as chaves são o despertar em vida para acordar além da vida.
O enfoque está no 'self' interior, pois fora de nós nada vem a ser algo (ex nihilo). Primeiramente existiu a Palavra - 'o homem de Deus é um templo em ruínas.' Nosso ritual permite que toquemos a parte que não pode morrer. Ser a criança, o louco, nos permite uma perspectiva diferente. É esta inocência que permite a máscara cair, perscrutar além do véu, ser um com o todo, entender a ilusão da ilusão, ver além do eu próprio onde o coração plana como um pássaro. O músico afina seu instrumento e assim devemos afinar a mente para a freqüência do universo - a música das esferas.
Mas não pode haver qualquer renascimento sem a 'noite escura da alma'; temos que sentir o puxar do futuro, não o empurrão do passado. Lembre, com a escrita veio a confiança do aparecimento da sabedoria ao invés da realidade da sabedoria. O símbolo do sol que nosso círculo replica (tochas ardentes ao redor de um anel central) é um símbolo para as estrelas e para o infinito. O círculo, em movimento infinito, não tem fim e nenhum início, nem cantos, pois em amor e adoração não pode haver malícia, decepção ou injustiça. É tudo isso e mais. As pedras marcam o perímetro de nosso círculo refletindo o som, dando estabilidade, permanência. Tudo tem que ser assimilado e nenhuma tarefa é muito severa quando se ligam as virtudes que destrancam aquela grande porta fechada pela solda do forjador. O Mestre zen Hakuin (1685-1768) disse: "Não sabendo o quão perto a verdade se está, busca-se longe." Uma pena, pois o místico verdadeiro não reivindica a autoridade divina por todos os seus trabalhos muito humanos. Nosso caminho é que trabalho e vida da pessoa deveria desdobrar as crenças derivadas da experiência e discernimento. Julgue um homem ou mulher não pelo que é ou pelo que diz, mas pelo que faz. Nosso caminho é o da gnose e da espiritualidade e assim, isto não pode ser facilmente expressado. Na melhor das hipóteses isto é mal-compreendido, somente o contato genuíno com o Mundo irá trazer compreensão.
Nem deveríamos ser pontificados por aqueles cuja própria falta de humildade lhes permite a se vestir ousadamente a riqueza das eras ou habitar dentro de prédios e palácios pretensiosos. Ao invés disto, o buscador verdadeiro deve olhar para além destas superficialidades a fim de extinguir sua vontade como sujeita à Vontade Verdadeira, pois somente então o laço das coisas materiais estará solto, e só então também estará o self para a vida propriamente, absoluta renúncia e liberdade total do medo da morte. Vivemos nossas vidas em uma reflexão colorida, os olhos distraídos para fora, vendo miríades de coisas esplêndidas e belas. Mas o olhar voltado para dentro gera outra coisa. Esta é a razão pela qual a magia é trabalho duro.
A Arte Antiga sempre tem sido anárquica tanto que zomba da habilidade do estado de produzir em massa os indivíduos não pensantes, autômatos, que tolamente pensam que são livres, mas na realidade controlados. Como declarado em The Hollow Men of Mister Kurtz, de T.S. Elliot "Ele o ele-esterco não sabe isto." Uma citação que particularmente gosto é: "Melhor estar no Inferno como você mesmo do que no Céu como outra pessoa." As pessoas se tornaram figuras bidimensionais, carentes de profundidade para sobreviver neste mundo mecanizado. Meras Máscaras com nada por trás delas. A razão para a terra estéril em muitos mitos é que representa a desolação estática eterna da morte, diferentemente da vida, em que tudo é passageiro. O trovão ou relâmpago é o despertar; o ponto quando a pessoa se torna ciente de viver dentro dois mundos. Permanecer no nascer e por do sol como um vivo em meio aos mortos, como um morto dentre os vivos, os vivos - não os mortos. Então comprenda o significado do Rei Pescador, onde seu ferimento é meu ferimento, sua sangria é a minha sangria, a cura é ser tocado pela mesma coisa, o amor da fonte, o amante e o amado como um, pois o caçador e o caçado são apenas um. Para tocar o divino há uma taxa vibratória tão alta que nós, como matéria, trememos; é experimentar o medo de tal forma sobrenatural que vai além da lógica, e explicar isto denigre a verdade disto. Então venha para a dor, a retirada terrível sobre o qual o corpo se torna um obstáculo.
Todavia, ter uma linhagem não é para impressionar com idade ou autenticidade, mas simplesmente para se ter uma pista para seguir nossa irmandade ancestral, viajantes distantes, guias e guardiões das chaves e símbolos, dentro do Vazio e além. Para nós, o Graal é o Caldeirão, ferro negro, metal básico no lado de fora, fogo, fricção, movimento aquecendo o líquido, o espírito e magia da vida primordial, criando vapor, umidade, éter invisível, tudo para aquilo além do que vemos. Os conceitos simples que tentam elucidar o inexplicável.
Possa a Palavra Lhe Proteger da Mentira
Nota bibliográfica: O escritor é o presente Magister presente do Clan of Tubal Cain e vive em Derbyshire.
sábado, 11 de setembro de 2010
As Três Peneiras
Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.
- Três peneiras? Que queres dizer?
- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.
- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu:
- Devo confessar que não.
- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?
- Útil? Na verdade, não.
- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.
SOBRE O SECTARISMO - ALDOUS HUXLEY
"Sem a compreensão do desejo profundo que têm os seres humanos de se autotranscenderem,da relutância natural que experimentam em tomar o caminho duro e difícil da ascensão espiritual, e da conseqüente procura de uma falsa libertação, não poderemos entender a época em que vivemos ou mesmo na história em geral, a vida como foi vivida no passado e como é em nossos dias.
O sectarismo é uma paixão complexa que permite àqueles que a ele se entregam usufruir o máximo de dois mundos.
Porque agem em interesse do grupo, que é por definição bom e até
mesmo sagrado, eles podem admirar a si mesmos e detestar seus semelhantes, podem buscar poder e riqueza, podem gozar os prazeres da agressão e crueldade, não apenas sem sentimento de culpa, mas como um indiscutível exemplo de virtude.
A fidelidade ao grupo transforma esses vícios agradáveis em atos de heroísmo. Os sectários consideram-se não como pecadores ou criminosos, mas como altruístas ou idealistas. O problema é que seu idealismo é apenas egoísmo
sob certos aspectos, e que o ideal pelo qual estão dispostos a sacrificar suas vidas, nada mais é que a racionalização dos interesses do grupo e das paixões partidárias.
Os caminhos pêlos quais,e através dos quais, homens e mulheres têm tentado escapar da torturante consciência de serem apenas eles mesmos, podem ser chamados de sucedâneos das Graças.
Por mais elevadas e confortadoras que sejam as experiências psíquicas, não são a revelação, nem mesmo o caminho para atingi-la."
CRITICA DE CINEMA - NOSSO LAR
Totalmente sintonizado com o pensamento de Allan Kardec, Nosso Lar é um filme sobre redenção, segunda chance e - principalmente - evolução. Ele opta por uma linguagem simples e direta – pode-se dizer até didática – com a finalidade de atingir o maior número possível de pessoas. Um didatismo que esbarra muitas vezes na ingenuidade, e que aponta para o catequético. No afã de não deixar arestas, prefere eliminar qualquer tipo de sutileza, para que não falhe em sua intenção doutrinária. Não é um erro, mas uma opção: perde o Cinema, ganha a Missão.
O livro Nosso Lar, no qual o filme se baseia, está em sua 60° edição no Brasil, onde vendeu cerca de 2 milhões de exemplares. Já foi traduzido para o inglês, alemão, francês, espanhol, esperanto, russo, japonês, tcheco, braile, grego e é um dos campeões de venda da literatura espírita.Baseado na obra literária de mesmo nome, psicografia do espírito André Luiz ao médium Chico Xavier, o filme conta a história desse espírito em sua vida pós-morte.
SINOPSE:
André Luiz (Renato Prieto) é um importante médico da sociedade carioca com uma vida entediante, que abusa do álcool e orgia com mulheres para se sentir melhor. Casado e pai de três filhos, é um homem frio dentro do lar, que apenas crê que seu compromisso seja dar conforto e regalias aos seus.Quando uma doença surge em decorrência de seus atos, morre e acorda na espiritualidade. É então que sua trajetória em outra vida começa, com muitas dúvidas e medos. Mas assim que é socorrido para a colônia Nosso Lar, descobre que sempre há uma nova chance para os erros cometidos na vida.]
COMENTÁRIOS
Admiro todo trabalho humanitário e espiritual, sem reconceitos.Inclusive a querida figura do Mestre Chico Xavier. Sou inclusive admirador do estilo literário de Conde Rochester, canalizado por Vera Kryzhanoviskaia.Mas admito que não sou fã do genêro, pelo excesso de clichês.
Respeitando-se a visão espirita,muitas vezes soa antiquada seu linguajar.Isto é perfeitamente compriensivel, dada ás peculiaridades de seu surgimento e desenvolvimento.Porém,nem tudo segue esta simples fórmula:morreu, desce pro umbral ou inferno, se arrepende (até demônios podem se arrepender!);é resgatado por uma equipe médica do Plano Superior (com certeza existe a Fraternidade Branca, mas nem tudo que reluz é ouro:nem toda canalização é vinda de uma Fonte Confiável); fica num se recuperando, aprende lições enquanto vive como se estivesse realmente na Terra...e escolhe quando e como reencarnar...e volta de novo!!!!Tão simples assim:basta ser um moralista cristão aceito pela sociedade dos bons costumes.Valores da boa e velha década de 50... fatalmente, os valores hoje em dia estão de ponta cabeça.Mas como encontrar o Equilibrio?
Existem muitas Leis Universais.Soa simplista demais. Por isso a literatura espírita tem este atrativo:é acessivel a todos.Um grande mérito.Mas a sua Cosmogonia, por exemplo, soa destituida de profundidade, chega a ser fantasiosa até.É ligada á Era de Peixes, á Era da Emoção. Mas estamos na Era de Áquario, tempo de transformação. A linguagem espirita deveria acompanhar este salto.
Existem muitas Leis Universais.Soa simplista demais. Por isso a literatura espírita tem este atrativo:é acessivel a todos.Um grande mérito.Mas a sua Cosmogonia, por exemplo, soa destituida de profundidade, chega a ser fantasiosa até.É ligada á Era de Peixes, á Era da Emoção. Mas estamos na Era de Áquario, tempo de transformação. A linguagem espirita deveria acompanhar este salto.
Ponto Alto: A cena final, onde André Luis visita sua família, ao toque suave e melancólico do piano,evoca muita ternura e reflexão, a lição a ser aprendida?O Desapego.
O ponto culminante:A Redenção e Elevação do personagem.
Cristicismo exagerado: Mas a chegada ao Nosso Lar das vítimas do Holocausto, é difícil de assistir. Ainda que tente ser respeitosa e solene, a sequência ignora diferenças fundamentais nos conceitos de vida eterna das duas religiões e me pareceu equivocada e invasiva. Houve muitos povos vitimas da Segunda Guerra Mundial:somente os judeus subiram direto para o Nosso Lar, mas os outros povos "pagãos" foram direto para o inferno?Que mensagem está oculta nesta cena?O bom samaritano á casa retorna? Tornou-se clichê em filmes evocar esta lembrança. Aliás, o filme, apesar dos efeitos digitais incrivéis, peca pelo excesso de clichês.
Outro ponto fraco são as atuações de todo o elenco! Renato Prieto não consegue nos fazer simpatizar com o protagonista André Luiz, pois não soa natural. Falas ditadas, em estilo declamatório que seriam perfeitas para o teatro, mas que no cinema torna-se insuportável!
A trilha sonora de Philip Glass, ao longo do filme, destoa do ritmo do filme, que é um tanto lento
Um filme que até evangélicos poderiam assistir. Trata-se de uma temática humana: o despertar da consciência e a evolução do ser.Um filme que vale a pena assistir pela mensagem em si.
Porém,não ouso afirmar nem negar
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Por que os astros influenciam você?
Por: Ann Davies
Tradução: Frater Artos Mercurius, 156'.'
Os astrológos antigos tinha a preocupação em compreender como os astros formavam um mapa que os possibilitaria a entender como as energias se combinavam, funcionavam e se moviam. Desta forma, eles poderiam conhecer melhor a si mesmos e ao universo que os cercavam.
Porém, a maioria dos astrólogos modernos usam a astrologia com fins exclusivamente de prognosticar, de prever o futuro. Isso é um equívoco. A astrologia esotérica antiga pode ser considerada como sabedoria iniciática que se desenvolveu através do tempo e tem sido aplicada às representações pictóricas dos diferentes tipos de consciência e formas de energia; de tal modo que não temos somente um mapa dos céus quando alguém nasce mas temos, para aqueles que sabem utilizar essas diferentes representações pictóricas em aspectos práticos do dia-a-dia, uma poderosa ferramenta do aprender, do conhecimento e do auto conhecimento. Exemplo: Mercúrio, arcano I (o Mago). Mercúrio representa o poder da atenção.
Quando alguém nasce, Mercúrio está em alguma casa de seu mapa astral. O planeta Mercúrio que vemos nos céu pode ser considerado como uma indicação externa de uma relação que tem a ver com nosso intelecto, ou seja, a mente. A mente em evolução no indivíduo. Unindo as idéias das forças externas do universo com as representações pictóricas, que tem sido dadas através dos séculos e têm se mostrado extremamente sábias e interessantes, podemos inferir como é o perfil mental de uma pessoa.
É espantoso observar como a ciência moderna tem, gradualmente, aceitado o que tem sido ensinado a milênios pela astrologia esotérica. Os astrônomos tem sido influenciados por uma ramo de sua ciência chamado Astrofísica (que consiste em aplicar os conhecimentos da física ao estudo das estrelas) e descobriram “acidentalmente” que a posição de certos planetas e seu grau de relacionamento entre si geram energias que atingem a superfície terrestre e interferem nas estações, por exemplo. Pesquisas vem demonstrando que certas pessoas que nascem em determinados meses têm maior ou menor propensão para estados doentios, para uma maior ou menor estabilidade emocional. Aos poucos, a Astrofísica vai se aproximando do conhecimento astrológico esotérico.
Para compreendermos o porquê da influencia dos astros sobre nós, é preciso que entendamos que não somos seres separados dos astros, das estrelas. Ao olharmos para o céu e vermos os milhares de pontos cintilantes, devemos ter a certeza de que somos parte também do céu.
Devemos ter em mente que é a nossa consciência que nos permite ter ciência daqueles pontos cintilantes. Certas escolas ocidentais e orientais de iniciação afirmam que a consciência é luz. Por isso, em alguns rituais a expressão khabs am pekt (luz em extensão). Se lembrarmos que todos os que têm uma experiência mística real, a relatam como sendo um fluxo de luz que os inundam, devemos levar em conta que a capacidade de estarmos conscientes da luz significa algo mais. Mesmo quando a consideramos a partir de um ponto material. Na astrologia esotérica, que é a essência do tarot (lembramos que para cada arcano é atribuído um signo ou um planeta) e da cabalá, quando consideramos a cosmologia da evolução, devemos reconhecer que tudo emite luz e a ciência oficial já reconhece isso. Redescobriu-se que somos constituídos de partículas luminosas que são chamadas de átomos. E o que são os átomos? Pontinhos de luz. E de que é feito o Sol? Átomos ou partículas de luz. Tudo no universo é feito de partículas de luz.
Todas as experiências místicas ou extra-sensoriais são uma ampliação dessa capacidade de ver a luz em um nível mais sutil ou refinado da mesma. Pense um pouco no raio X. O que é? Um tipo de vibração da luz, não é mesmo? Imagine que seus olhos fossem capazes de registrar impressões do tipo do raio X. Apenas imagine o tipo de mundo que você seria capaz de ver. Só veríamos o esqueleto uns dos outros. Não veríamos a carne, os músculos... Não seríamos capazes de nos identificarmos pela cor dos olhos, da expressão facial. Só seríamos capazes de nos identificarmos ao nível ósseo. Teríamos uma concepção de mundo completamente diferente da que estamos acostumados.
O que o ocultista precisa perceber é que o que vemos, seja uma estrela, um planeta, uma pessoa... está, em essência, relacionado a um mesmo princípio: temos um certo limite de alcance de nossa visão dentro de uma determinada onda de luz. Tudo o que vemos é uma variação da onda de luz. O que tocamos, ouvimos... está ligado a esse mesmo princípio. Portanto, ser capaz de ver as estrelas, de vermos uns aos outros é uma especialização de determinado tipo de visão. A Qabalá diz que somos um microcosmo de Deus. Deus vê nesta forma particular de visão, isto é, através de nossos olhos, por que este é o tipo de experiência que Deus propicia para expandir sua própria consciência através dos seres individualizados. E onde tudo isso ocorre? No céus. Visto que somos seres (ondas individualizadas) através da qual Deus experimenta o universo, é por isso que estamos em um corpo. Precisamos perceber que quando lemos certas escrituras que falam que o universo é uma ilusão, devemos ficar atentos como interpretamos isso. Ilusão em um sentido, mas de outro não há ilusão alguma. Porque o que é real está lá mesmo; o quê experienciemos é apenas parte desta realidade e mesmo essa parte ocupa grande porção do universo e impede que outras partes sejam vistas para que nos atenhamos àquilo que está à nossa frente. A partir disto, podemos compreender melhor a questão da influência dos astros sobre nós.
Primeiramente, temos que compreender que somos uma condensação das substâncias cósmicas e essa condensação é semelhante a um rádio que se sintonia com certas freqüências, o que não quer dizer que outras freqüências diferentes não existam. Nosso mundo recebe determinadas freqüências que chamamos de vibração ou ondas. No momento em que nascemos, que nos tornamos uma vida independente, fora do útero materno, no momento em inspiramos pela primeira vez, uma imagem é captada e registrada por nossa consciência e que coloca nossas células em relação ou ressonância com o universo. Portanto, seja qual for o dia ou a hora em que nascemos, tudo está em constante movimento e, a todo o instante, a terra está em uma posição específica e diferente em relação aos corpos celestes. Mesmo que 2 pessoas nasçam no mesmo instante, em uma cama próxima à outra, cada um captará uma imagem similar mas não idêntica porque o fluxo de forças varia entre as 2 camas, ou seja, cada minúsculo movimento propicia diferenciações. Quando imaginamos quantos milhares de segundos estamos do Sol, quantos milhares de segundo o Sol está dos outros planetas... a diferença de segundos ou horas de rotação dos planetas, cada segundo cria um tipo completamente diferente de forças ou energias que são emanadas para todo o universo. Portanto, o nosso relacionamento com o fluxo das forças universais muda a cada instante.
Quando olharmos para uma estrela, vemos, apenas, seu aspecto exterior, que é uma visão limitada de algo muito maior, algo que tem uma realidade espiritual por trás de si. Quando olharmos para algo material (estrela, planeta, objetos...) devemos compreender que essa é a nossa forma de percebermos as realidades espirituais. Quando começarmos a olhar para todo o universo como sendo um veículo de Deus, reconheceremos que nós também somos parte deste veículo. Nossa forma externa e que nossa essência interna é parte da essência de Deus. Em outras palavras, se queremos experienciar aquilo que chamamos de Consciência Cósmica ou Conversação com o Sagrado Anjo Guardião, o que temos que fazer é direcionar nossa consciência para as coisas que nos cercam, sentindo que estamos contactando com uma outra parte da vida.
Freqüentemente, você vê a luz de uma estrela e, na verdade, você faz contato com algo que aconteceu a 10 milhões de anos atrás, porque no momento em que você vê a luz daquela estrela, ela já levou 10 milhões de anos para chegar até você. Logo, você continua experienciando uma vibração que vem de um passado muito remoto, no que tange à distância daquela estrela no espaço, bem como experienciando também um futuro imediato. Embora você não tenha consciência devido ao seu senso de presente. Nada está parado, tudo está em contínuo movimento, inclusive nós. Nós estamos em constante mudança em nosso relacionamento com o universo, com as estrelas, os planetas, com o Sol, com a vida, com nós mesmos e entender esses relacionamentos nos ajuda a nos tornarmos mais humanos, mais angelicais. Quando nascemos, a imagem que registramos em nossas células formam um completo grupo de interconexões que funcionam como um padrão para o resto de nossa vida material e se soubermos como lê-lo, saberemos muito sobre nós mesmos.
De acordo com as disposições dos astros no céu, seremos afetados ´positiva ´ ou ´negativamente´.
Por exemplo: se algo frustrante lhe acontece e você não reage como a maioria das pessoas (chorando, lamentando...) mas eleva sua consciência à Divindade, usando o Tarot e a Árvore da Vida para se centrar, você verá que aquele infortúnio logo se transformará em algo salutar para você.
Agindo desta forma, deixamos de ser marionetes dessas forças, nos tornarmos manipuladores das mesmas e passar a controlar as estrelas (e essa é nossa missão). O que são as estrela afinal? Elas são indicações exteriores de uma consciência em movimento. Influenciamos os astros assim como eles também nos influenciam porque estamos todos interconectados pela Grande Teia da Vida que é Deus.
Devemos ter gratidão e nos sentirmos seres universais, participantes do grande esquema cósmico. Desta forma estaremos nos preparando para estados de maior plenitude consciencial – o nirvana – mas não uma vez, mas várias. Para isso temos que treinarmos nossa mente para sermos aquilo que de fato somos – Deuses e crianças das estrelas.
Tradução: Frater Artos Mercurius, 156'.'
Na Cabalá, quando falamos da influência dos astros, isso tem um significado diferente do que a maioria dos astrológos pensam a respeito do assunto.
Os astrológos antigos tinha a preocupação em compreender como os astros formavam um mapa que os possibilitaria a entender como as energias se combinavam, funcionavam e se moviam. Desta forma, eles poderiam conhecer melhor a si mesmos e ao universo que os cercavam.
Porém, a maioria dos astrólogos modernos usam a astrologia com fins exclusivamente de prognosticar, de prever o futuro. Isso é um equívoco. A astrologia esotérica antiga pode ser considerada como sabedoria iniciática que se desenvolveu através do tempo e tem sido aplicada às representações pictóricas dos diferentes tipos de consciência e formas de energia; de tal modo que não temos somente um mapa dos céus quando alguém nasce mas temos, para aqueles que sabem utilizar essas diferentes representações pictóricas em aspectos práticos do dia-a-dia, uma poderosa ferramenta do aprender, do conhecimento e do auto conhecimento. Exemplo: Mercúrio, arcano I (o Mago). Mercúrio representa o poder da atenção.
Quando alguém nasce, Mercúrio está em alguma casa de seu mapa astral. O planeta Mercúrio que vemos nos céu pode ser considerado como uma indicação externa de uma relação que tem a ver com nosso intelecto, ou seja, a mente. A mente em evolução no indivíduo. Unindo as idéias das forças externas do universo com as representações pictóricas, que tem sido dadas através dos séculos e têm se mostrado extremamente sábias e interessantes, podemos inferir como é o perfil mental de uma pessoa.
É espantoso observar como a ciência moderna tem, gradualmente, aceitado o que tem sido ensinado a milênios pela astrologia esotérica. Os astrônomos tem sido influenciados por uma ramo de sua ciência chamado Astrofísica (que consiste em aplicar os conhecimentos da física ao estudo das estrelas) e descobriram “acidentalmente” que a posição de certos planetas e seu grau de relacionamento entre si geram energias que atingem a superfície terrestre e interferem nas estações, por exemplo. Pesquisas vem demonstrando que certas pessoas que nascem em determinados meses têm maior ou menor propensão para estados doentios, para uma maior ou menor estabilidade emocional. Aos poucos, a Astrofísica vai se aproximando do conhecimento astrológico esotérico.
Para compreendermos o porquê da influencia dos astros sobre nós, é preciso que entendamos que não somos seres separados dos astros, das estrelas. Ao olharmos para o céu e vermos os milhares de pontos cintilantes, devemos ter a certeza de que somos parte também do céu.
Devemos ter em mente que é a nossa consciência que nos permite ter ciência daqueles pontos cintilantes. Certas escolas ocidentais e orientais de iniciação afirmam que a consciência é luz. Por isso, em alguns rituais a expressão khabs am pekt (luz em extensão). Se lembrarmos que todos os que têm uma experiência mística real, a relatam como sendo um fluxo de luz que os inundam, devemos levar em conta que a capacidade de estarmos conscientes da luz significa algo mais. Mesmo quando a consideramos a partir de um ponto material. Na astrologia esotérica, que é a essência do tarot (lembramos que para cada arcano é atribuído um signo ou um planeta) e da cabalá, quando consideramos a cosmologia da evolução, devemos reconhecer que tudo emite luz e a ciência oficial já reconhece isso. Redescobriu-se que somos constituídos de partículas luminosas que são chamadas de átomos. E o que são os átomos? Pontinhos de luz. E de que é feito o Sol? Átomos ou partículas de luz. Tudo no universo é feito de partículas de luz.
Todas as experiências místicas ou extra-sensoriais são uma ampliação dessa capacidade de ver a luz em um nível mais sutil ou refinado da mesma. Pense um pouco no raio X. O que é? Um tipo de vibração da luz, não é mesmo? Imagine que seus olhos fossem capazes de registrar impressões do tipo do raio X. Apenas imagine o tipo de mundo que você seria capaz de ver. Só veríamos o esqueleto uns dos outros. Não veríamos a carne, os músculos... Não seríamos capazes de nos identificarmos pela cor dos olhos, da expressão facial. Só seríamos capazes de nos identificarmos ao nível ósseo. Teríamos uma concepção de mundo completamente diferente da que estamos acostumados.
O que o ocultista precisa perceber é que o que vemos, seja uma estrela, um planeta, uma pessoa... está, em essência, relacionado a um mesmo princípio: temos um certo limite de alcance de nossa visão dentro de uma determinada onda de luz. Tudo o que vemos é uma variação da onda de luz. O que tocamos, ouvimos... está ligado a esse mesmo princípio. Portanto, ser capaz de ver as estrelas, de vermos uns aos outros é uma especialização de determinado tipo de visão. A Qabalá diz que somos um microcosmo de Deus. Deus vê nesta forma particular de visão, isto é, através de nossos olhos, por que este é o tipo de experiência que Deus propicia para expandir sua própria consciência através dos seres individualizados. E onde tudo isso ocorre? No céus. Visto que somos seres (ondas individualizadas) através da qual Deus experimenta o universo, é por isso que estamos em um corpo. Precisamos perceber que quando lemos certas escrituras que falam que o universo é uma ilusão, devemos ficar atentos como interpretamos isso. Ilusão em um sentido, mas de outro não há ilusão alguma. Porque o que é real está lá mesmo; o quê experienciemos é apenas parte desta realidade e mesmo essa parte ocupa grande porção do universo e impede que outras partes sejam vistas para que nos atenhamos àquilo que está à nossa frente. A partir disto, podemos compreender melhor a questão da influência dos astros sobre nós.
Primeiramente, temos que compreender que somos uma condensação das substâncias cósmicas e essa condensação é semelhante a um rádio que se sintonia com certas freqüências, o que não quer dizer que outras freqüências diferentes não existam. Nosso mundo recebe determinadas freqüências que chamamos de vibração ou ondas. No momento em que nascemos, que nos tornamos uma vida independente, fora do útero materno, no momento em inspiramos pela primeira vez, uma imagem é captada e registrada por nossa consciência e que coloca nossas células em relação ou ressonância com o universo. Portanto, seja qual for o dia ou a hora em que nascemos, tudo está em constante movimento e, a todo o instante, a terra está em uma posição específica e diferente em relação aos corpos celestes. Mesmo que 2 pessoas nasçam no mesmo instante, em uma cama próxima à outra, cada um captará uma imagem similar mas não idêntica porque o fluxo de forças varia entre as 2 camas, ou seja, cada minúsculo movimento propicia diferenciações. Quando imaginamos quantos milhares de segundos estamos do Sol, quantos milhares de segundo o Sol está dos outros planetas... a diferença de segundos ou horas de rotação dos planetas, cada segundo cria um tipo completamente diferente de forças ou energias que são emanadas para todo o universo. Portanto, o nosso relacionamento com o fluxo das forças universais muda a cada instante.
Quando olharmos para uma estrela, vemos, apenas, seu aspecto exterior, que é uma visão limitada de algo muito maior, algo que tem uma realidade espiritual por trás de si. Quando olharmos para algo material (estrela, planeta, objetos...) devemos compreender que essa é a nossa forma de percebermos as realidades espirituais. Quando começarmos a olhar para todo o universo como sendo um veículo de Deus, reconheceremos que nós também somos parte deste veículo. Nossa forma externa e que nossa essência interna é parte da essência de Deus. Em outras palavras, se queremos experienciar aquilo que chamamos de Consciência Cósmica ou Conversação com o Sagrado Anjo Guardião, o que temos que fazer é direcionar nossa consciência para as coisas que nos cercam, sentindo que estamos contactando com uma outra parte da vida.
Freqüentemente, você vê a luz de uma estrela e, na verdade, você faz contato com algo que aconteceu a 10 milhões de anos atrás, porque no momento em que você vê a luz daquela estrela, ela já levou 10 milhões de anos para chegar até você. Logo, você continua experienciando uma vibração que vem de um passado muito remoto, no que tange à distância daquela estrela no espaço, bem como experienciando também um futuro imediato. Embora você não tenha consciência devido ao seu senso de presente. Nada está parado, tudo está em contínuo movimento, inclusive nós. Nós estamos em constante mudança em nosso relacionamento com o universo, com as estrelas, os planetas, com o Sol, com a vida, com nós mesmos e entender esses relacionamentos nos ajuda a nos tornarmos mais humanos, mais angelicais. Quando nascemos, a imagem que registramos em nossas células formam um completo grupo de interconexões que funcionam como um padrão para o resto de nossa vida material e se soubermos como lê-lo, saberemos muito sobre nós mesmos.
De acordo com as disposições dos astros no céu, seremos afetados ´positiva ´ ou ´negativamente´.
Dependendo de como está, por exemplo, Vênus posicionado em seu mapa natal, no momento em que essas vibrações venusianas estiverem mais ativas, seu senso de beleza, sua prontidão para o amor poderá estar mais aguçado ou não. A sua maneira de reagir favoravelmente ou não a esses influxos estelares depende de você. Você pode fazer algo a respeito de sua reação a essas energias. Quanto mais um ser humano vive no nível do consciente coletivo – a mente da massa – mais ele reage instintivamente às influências sem a capacidade de transmutá-las, um astrológo poderá, facilmente, prever seu futuro. Quanto mais nos elevarmos espiritualmente, mais nos tornamos um centro consciente através do qual a divindade brilha e expressa níveis mais altos de pensamento e sentimento, menos um astrólogo poderá prever seu futuro. Por que? É simples.
Porque as reações que temos às forças que fornecem o prognóstico, o astrológo não saberá como reagiremos e, assim, não será possível prever os resultados.
Por exemplo: se algo frustrante lhe acontece e você não reage como a maioria das pessoas (chorando, lamentando...) mas eleva sua consciência à Divindade, usando o Tarot e a Árvore da Vida para se centrar, você verá que aquele infortúnio logo se transformará em algo salutar para você.
Agindo desta forma, deixamos de ser marionetes dessas forças, nos tornarmos manipuladores das mesmas e passar a controlar as estrelas (e essa é nossa missão). O que são as estrela afinal? Elas são indicações exteriores de uma consciência em movimento. Influenciamos os astros assim como eles também nos influenciam porque estamos todos interconectados pela Grande Teia da Vida que é Deus.
Devemos ter gratidão e nos sentirmos seres universais, participantes do grande esquema cósmico. Desta forma estaremos nos preparando para estados de maior plenitude consciencial – o nirvana – mas não uma vez, mas várias. Para isso temos que treinarmos nossa mente para sermos aquilo que de fato somos – Deuses e crianças das estrelas.
sábado, 4 de setembro de 2010
A relação entre liberdade e restrição
Escrito por: A. Kshatriya
Ao lermos o título desta postagem, a primeira coisa que vem em nossa mente é a indagação: Que paradoxo! Como pode existir algum tipo de relação entre os opostos liberdade e restrição?
Bem, o fato é que nós seres humanos sempre fizemos um culto á palavra "Liberdade". Mas será que alguma vez paramos para analisar o que se encontra implícito em tão defendido ideal?
Se observarmos, constataremos que a maioria das pessoas confunde liberdade com libertinagem ou liberdade irrestrita, que nada mais é que escravidão!
Um simples exemplo: muitos bradam - "Sou livre, sou dono de minha vida e faço o que quiser! Fumo, bebo inveteradamente, faço o que eu quiser, na hora que bem entender!" Porém este tipo de liberdade, obviamente é escravidão. Que tipo de homem livre é este do exemplo, se é preso a seus vícios?
Seguindo o explanado no parágrafo anterior, pode-se começar a enxergar a relação liberdade-restrição: só sou verdadeiramente livre para ingerir bebidas alcoólicas, por exemplo, se tenho auto-controle para dosar a quantidade e a periodicidade que irei consumi-lá, do contrário serei um escravo, um alcoólatra.
Sempre a verdadeira liberdade está conectada á restrição, limitação, controle, disciplina e isso é um dos fatores que nos diferencia dos outros animais e nos torna humanos. Ela é necessária até para podermos aprender algo, onde temos que limitar nossa consciência, nos concentrar naquilo que estamos estudando para assimilar seu conteúdo; um atleta como um lutador marcial, só conseguirá evoluir em seu treino se dedicar-se de maneira disciplinada, tendo que abrir mãos muitas vezes, de atividades que serão empecilhos ao seu desenvolvimento.
Temos a liberdade de escolher nossas restrições, porém toda escolha que fazemos tem seu preço, seus prós e seus contras, mas se optamos deliberadamente, as consequências de nossa escolha não serão consideradas limitadoras e enfadonhas.
Se opto por seguir uma vida de solteiro, terei mais tempo e liberdade para se dedicar as coisas pessoais, para sair com os amigos e etc, porém pela falta de um par não estarei desfrutando das "delícias" do amor entre outras coisas que só um relacionamento proporciona. Por outro lado se escolho deliberadamente me atar a um relacionamento, terei a chance de viver os prazeres e experiências advindos de tal, mas seu preço será o compromisso com a pessoa amada, menos tempo com os amigos entre outras restrições.
Há um antigo axioma que diz: "Atue de maneira totalmente oposta ao mundo"!
Como assim? Quando buscamos nosso auto-conhecimento, começamos a observar que não somos em realidade indivíduos, ainda que pensemos que o somos. Pois na maioria das vezes reagimos, raciocinamos de acordo com condicionamenteos oriundos do nível externo a nós: a educação que recebemos de nossos pais, a doutrinação e o moralismo religioso, os padrões propagados pelos meios de comunicação, que hoje são os maiores ditadores da maneira que devemos nos comportar, como devemos nos vestir, o que devemos gostar, tudo isso para sermos aceitos e bem vistos em nossa amorfa e massificada sociedade. Isso não significa que não podemos extrair e incorporar ao nosso Ser algo vindo de fora, como por exemplo aquilo que lemos num livro. Como disse o apóstolo Paulo: "Li de tudo e reti o que era bom!", mas infelizmente a maioria da humanidade, ainda não atingiu a maturidade, que traz consigo está faculdade de discernir o que é bom para si próprio, ou aquilo que se afina com a nossa individualidade, com nossa verdade interior.
Então, roboticamente seguimos como peões movidos num tabuleiro de xadrez se não percebemos aquilo que somos e aquilo que não somos, e contínuarmos reagindo de acordo com todas estás programações.
Em suma, só teremos liberdade a nível pessoal, se conhecermos nossa verdadeira individualidade enterrada por trás de nossos condicionamentos e passarmos a agir de acordo com a Lei e a Voz de nosso verdadeiro Eu.
Ao lermos o título desta postagem, a primeira coisa que vem em nossa mente é a indagação: Que paradoxo! Como pode existir algum tipo de relação entre os opostos liberdade e restrição?
Bem, o fato é que nós seres humanos sempre fizemos um culto á palavra "Liberdade". Mas será que alguma vez paramos para analisar o que se encontra implícito em tão defendido ideal?
Se observarmos, constataremos que a maioria das pessoas confunde liberdade com libertinagem ou liberdade irrestrita, que nada mais é que escravidão!
Um simples exemplo: muitos bradam - "Sou livre, sou dono de minha vida e faço o que quiser! Fumo, bebo inveteradamente, faço o que eu quiser, na hora que bem entender!" Porém este tipo de liberdade, obviamente é escravidão. Que tipo de homem livre é este do exemplo, se é preso a seus vícios?
Seguindo o explanado no parágrafo anterior, pode-se começar a enxergar a relação liberdade-restrição: só sou verdadeiramente livre para ingerir bebidas alcoólicas, por exemplo, se tenho auto-controle para dosar a quantidade e a periodicidade que irei consumi-lá, do contrário serei um escravo, um alcoólatra.
Sempre a verdadeira liberdade está conectada á restrição, limitação, controle, disciplina e isso é um dos fatores que nos diferencia dos outros animais e nos torna humanos. Ela é necessária até para podermos aprender algo, onde temos que limitar nossa consciência, nos concentrar naquilo que estamos estudando para assimilar seu conteúdo; um atleta como um lutador marcial, só conseguirá evoluir em seu treino se dedicar-se de maneira disciplinada, tendo que abrir mãos muitas vezes, de atividades que serão empecilhos ao seu desenvolvimento.
Temos a liberdade de escolher nossas restrições, porém toda escolha que fazemos tem seu preço, seus prós e seus contras, mas se optamos deliberadamente, as consequências de nossa escolha não serão consideradas limitadoras e enfadonhas.
Se opto por seguir uma vida de solteiro, terei mais tempo e liberdade para se dedicar as coisas pessoais, para sair com os amigos e etc, porém pela falta de um par não estarei desfrutando das "delícias" do amor entre outras coisas que só um relacionamento proporciona. Por outro lado se escolho deliberadamente me atar a um relacionamento, terei a chance de viver os prazeres e experiências advindos de tal, mas seu preço será o compromisso com a pessoa amada, menos tempo com os amigos entre outras restrições.
Liberdade e individualidade.
Há um antigo axioma que diz: "Atue de maneira totalmente oposta ao mundo"!
Como assim? Quando buscamos nosso auto-conhecimento, começamos a observar que não somos em realidade indivíduos, ainda que pensemos que o somos. Pois na maioria das vezes reagimos, raciocinamos de acordo com condicionamenteos oriundos do nível externo a nós: a educação que recebemos de nossos pais, a doutrinação e o moralismo religioso, os padrões propagados pelos meios de comunicação, que hoje são os maiores ditadores da maneira que devemos nos comportar, como devemos nos vestir, o que devemos gostar, tudo isso para sermos aceitos e bem vistos em nossa amorfa e massificada sociedade. Isso não significa que não podemos extrair e incorporar ao nosso Ser algo vindo de fora, como por exemplo aquilo que lemos num livro. Como disse o apóstolo Paulo: "Li de tudo e reti o que era bom!", mas infelizmente a maioria da humanidade, ainda não atingiu a maturidade, que traz consigo está faculdade de discernir o que é bom para si próprio, ou aquilo que se afina com a nossa individualidade, com nossa verdade interior.
Então, roboticamente seguimos como peões movidos num tabuleiro de xadrez se não percebemos aquilo que somos e aquilo que não somos, e contínuarmos reagindo de acordo com todas estás programações.
Em suma, só teremos liberdade a nível pessoal, se conhecermos nossa verdadeira individualidade enterrada por trás de nossos condicionamentos e passarmos a agir de acordo com a Lei e a Voz de nosso verdadeiro Eu.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
MESTRES DO PASSADO:HERÁCLITO
SABEDORIA DE HERÁCLITO
Heráclito de Éfeso
'Hράκλειτος ὁ 'Eφέσιος
'Hράκλειτος ὁ 'Eφέσιος
Heráclito de Éfeso (Éfeso, aprox. 540 a.C. - 470 a.C.) foi um filósofo pré-socrático considerado o "pai da dialética". Recebeu a alcunha de "Obscuro" prAAincipalmente em razão da obra a ele atribuída por Diógenes Laércio, Sobre a Natureza, em estilo obscuro, próximo ao das sentenças oraculares.Na vulgata filosófica, Heráclito é o pensador do "tudo flui" (panta rei) e do fogo, que seria o elemento do qual deriva tudo o que nos circunda.De seus escritos restaram poucos fragmentos (encontrados em obras posteriores), os quais geraram grande número de obras explicativas.(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)
PENSAMENTOS:
Não Façamos Conjecturas Sobre Os Grandes Temas.
Muito Aprendizado Não Ensina Compreensão
Os Que Buscam Ouro
Cavam Muita Terra
E Pouco Encontram
Você Não Poderia Descobrir Os Limites Da Alma
Mesmo Que Para Isso
Percorresse Todas As Estradas –
Tal É A Profundidade De Seu Significado!
Não Seria Melhor
Se As Coisas Acontecessem Aos Homens
Exatamente Como Eles Querem
A Menos Que Você Espere O Inesperado
Jamais Encontrará A Verdade,
Pois Ela É Difícil De Descobrir
E Difícil De Alcançar.
A Natureza Ama Se Esconder
O Senhor, Cujo Oráculo Está Em Delfos
Não Fala Nem Cala –
Mas Dá Sinais.
O Sol É Novo A Cada Dia
Não Se Pode Pisar Duas Vezes No Mesmo Rio.
O Fanatismo É O Mal Sagrado
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