quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Por que os astros influenciam você?

Por: Ann Davies
Tradução: Frater Artos Mercurius, 156'.'


Na Cabalá, quando falamos da influência dos astros, isso tem um significado diferente do que a maioria dos astrológos pensam a respeito do assunto.

Os astrológos antigos tinha a preocupação em compreender como os astros formavam um mapa que os possibilitaria a entender como as energias se combinavam, funcionavam e se moviam. Desta forma, eles poderiam conhecer melhor a si mesmos e ao universo que os cercavam.

Porém, a maioria dos astrólogos modernos usam a astrologia com fins exclusivamente de prognosticar, de prever o futuro. Isso é um equívoco. A astrologia esotérica antiga pode ser considerada como sabedoria iniciática que se desenvolveu através do tempo e tem sido aplicada às representações pictóricas dos diferentes tipos de consciência e formas de energia; de tal modo que não temos somente um mapa dos céus quando alguém nasce mas temos, para aqueles que sabem utilizar essas diferentes representações pictóricas em aspectos práticos do dia-a-dia, uma poderosa ferramenta do aprender, do conhecimento e do auto conhecimento. Exemplo: Mercúrio, arcano I (o Mago). Mercúrio representa o poder da atenção.

Quando alguém nasce, Mercúrio está em alguma casa de seu mapa astral. O planeta Mercúrio que vemos nos céu pode ser considerado como uma indicação externa de uma relação que tem a ver com nosso intelecto, ou seja, a mente. A mente em evolução no indivíduo. Unindo as idéias das forças externas do universo com as representações pictóricas, que tem sido dadas através dos séculos e têm se mostrado extremamente sábias e interessantes, podemos inferir como é o perfil mental de uma pessoa.

É espantoso observar como a ciência moderna tem, gradualmente, aceitado o que tem sido ensinado a milênios pela astrologia esotérica. Os astrônomos tem sido influenciados por uma ramo de sua ciência chamado Astrofísica (que consiste em aplicar os conhecimentos da física ao estudo das estrelas) e descobriram “acidentalmente” que a posição de certos planetas e seu grau de relacionamento entre si geram energias que atingem a superfície terrestre e interferem nas estações, por exemplo. Pesquisas vem demonstrando que certas pessoas que nascem em determinados meses têm maior ou menor propensão para estados doentios, para uma maior ou menor estabilidade emocional. Aos poucos, a Astrofísica vai se aproximando do conhecimento astrológico esotérico.

Para compreendermos o porquê da influencia dos astros sobre nós, é preciso que entendamos que não somos seres separados dos astros, das estrelas. Ao olharmos para o céu e vermos os milhares de pontos cintilantes, devemos ter a certeza de que somos parte também do céu.

Devemos ter em mente que é a nossa consciência que nos permite ter ciência daqueles pontos cintilantes. Certas escolas ocidentais e orientais de iniciação afirmam que a consciência é luz. Por isso, em alguns rituais a expressão khabs am pekt (luz em extensão). Se lembrarmos que todos os que têm uma experiência mística real, a relatam como sendo um fluxo de luz que os inundam, devemos levar em conta que a capacidade de estarmos conscientes da luz significa algo mais. Mesmo quando a consideramos a partir de um ponto material. Na astrologia esotérica, que é a essência do tarot (lembramos que para cada arcano é atribuído um signo ou um planeta) e da cabalá, quando consideramos a cosmologia da evolução, devemos reconhecer que tudo emite luz e a ciência oficial já reconhece isso. Redescobriu-se que somos constituídos de partículas luminosas que são chamadas de átomos. E o que são os átomos? Pontinhos de luz. E de que é feito o Sol? Átomos ou partículas de luz. Tudo no universo é feito de partículas de luz.

Todas as experiências místicas ou extra-sensoriais são uma ampliação dessa capacidade de ver a luz em um nível mais sutil ou refinado da mesma. Pense um pouco no raio X. O que é? Um tipo de vibração da luz, não é mesmo? Imagine que seus olhos fossem capazes de registrar impressões do tipo do raio X. Apenas imagine o tipo de mundo que você seria capaz de ver. Só veríamos o esqueleto uns dos outros. Não veríamos a carne, os músculos... Não seríamos capazes de nos identificarmos pela cor dos olhos, da expressão facial. Só seríamos capazes de nos identificarmos ao nível ósseo. Teríamos uma concepção de mundo completamente diferente da que estamos acostumados.

O que o ocultista precisa perceber é que o que vemos, seja uma estrela, um planeta, uma pessoa... está, em essência, relacionado a um mesmo princípio: temos um certo limite de alcance de nossa visão dentro de uma determinada onda de luz. Tudo o que vemos é uma variação da onda de luz. O que tocamos, ouvimos... está ligado a esse mesmo princípio. Portanto, ser capaz de ver as estrelas, de vermos uns aos outros é uma especialização de determinado tipo de visão. A Qabalá diz que somos um microcosmo de Deus. Deus vê nesta forma particular de visão, isto é, através de nossos olhos, por que este é o tipo de experiência que Deus propicia para expandir sua própria consciência através dos seres individualizados. E onde tudo isso ocorre? No céus. Visto que somos seres (ondas individualizadas) através da qual Deus experimenta o universo, é por isso que estamos em um corpo. Precisamos perceber que quando lemos certas escrituras que falam que o universo é uma ilusão, devemos ficar atentos como interpretamos isso. Ilusão em um sentido, mas de outro não há ilusão alguma. Porque o que é real está lá mesmo; o quê experienciemos é apenas parte desta realidade e mesmo essa parte ocupa grande porção do universo e impede que outras partes sejam vistas para que nos atenhamos àquilo que está à nossa frente. A partir disto, podemos compreender melhor a questão da influência dos astros sobre nós.

Primeiramente, temos que compreender que somos uma condensação das substâncias cósmicas e essa condensação é semelhante a um rádio que se sintonia com certas freqüências, o que não quer dizer que outras freqüências diferentes não existam. Nosso mundo recebe determinadas freqüências que chamamos de vibração ou ondas. No momento em que nascemos, que nos tornamos uma vida independente, fora do útero materno, no momento em inspiramos pela primeira vez, uma imagem é captada e registrada por nossa consciência e que coloca nossas células em relação ou ressonância com o universo. Portanto, seja qual for o dia ou a hora em que nascemos, tudo está em constante movimento e, a todo o instante, a terra está em uma posição específica e diferente em relação aos corpos celestes. Mesmo que 2 pessoas nasçam no mesmo instante, em uma cama próxima à outra, cada um captará uma imagem similar mas não idêntica porque o fluxo de forças varia entre as 2 camas, ou seja, cada minúsculo movimento propicia diferenciações. Quando imaginamos quantos milhares de segundos estamos do Sol, quantos milhares de segundo o Sol está dos outros planetas... a diferença de segundos ou horas de rotação dos planetas, cada segundo cria um tipo completamente diferente de forças ou energias que são emanadas para todo o universo. Portanto, o nosso relacionamento com o fluxo das forças universais muda a cada instante.

Quando olharmos para uma estrela, vemos, apenas, seu aspecto exterior, que é uma visão limitada de algo muito maior, algo que tem uma realidade espiritual por trás de si. Quando olharmos para algo material (estrela, planeta, objetos...) devemos compreender que essa é a nossa forma de percebermos as realidades espirituais. Quando começarmos a olhar para todo o universo como sendo um veículo de Deus, reconheceremos que nós também somos parte deste veículo. Nossa forma externa e que nossa essência interna é parte da essência de Deus. Em outras palavras, se queremos experienciar aquilo que chamamos de Consciência Cósmica ou Conversação com o Sagrado Anjo Guardião, o que temos que fazer é direcionar nossa consciência para as coisas que nos cercam, sentindo que estamos contactando com uma outra parte da vida.

Freqüentemente, você vê a luz de uma estrela e, na verdade, você faz contato com algo que aconteceu a 10 milhões de anos atrás, porque no momento em que você vê a luz daquela estrela, ela já levou 10 milhões de anos para chegar até você. Logo, você continua experienciando uma vibração que vem de um passado muito remoto, no que tange à distância daquela estrela no espaço, bem como experienciando também um futuro imediato. Embora você não tenha consciência devido ao seu senso de presente. Nada está parado, tudo está em contínuo movimento, inclusive nós. Nós estamos em constante mudança em nosso relacionamento com o universo, com as estrelas, os planetas, com o Sol, com a vida, com nós mesmos e entender esses relacionamentos nos ajuda a nos tornarmos mais humanos, mais angelicais. Quando nascemos, a imagem que registramos em nossas células formam um completo grupo de interconexões que funcionam como um padrão para o resto de nossa vida material e se soubermos como lê-lo, saberemos muito sobre nós mesmos.

De acordo com as disposições dos astros no céu, seremos afetados ´positiva ´ ou ´negativamente´. 

Dependendo de como está, por exemplo, Vênus posicionado em seu mapa natal, no momento em que essas vibrações venusianas estiverem mais ativas, seu senso de beleza, sua prontidão para o amor poderá estar mais aguçado ou não. A sua maneira de reagir favoravelmente ou não a esses influxos estelares depende de você. Você pode fazer algo a respeito de sua reação a essas energias. Quanto mais um ser humano vive no nível do consciente coletivo – a mente da massa – mais ele reage instintivamente às influências sem a capacidade de transmutá-las, um astrológo poderá, facilmente, prever seu futuro. Quanto mais nos elevarmos espiritualmente, mais nos tornamos um centro consciente através do qual a divindade brilha e expressa níveis mais altos de pensamento e sentimento, menos um astrólogo poderá prever seu futuro. Por que? É simples. 

Porque as reações que temos às forças que fornecem o prognóstico, o astrológo não saberá como reagiremos e, assim, não será possível prever os resultados.

Por exemplo: se algo frustrante lhe acontece e você não reage como a maioria das pessoas (chorando, lamentando...) mas eleva sua consciência à Divindade, usando o Tarot e a Árvore da Vida para se centrar, você verá que aquele infortúnio logo se transformará em algo salutar para você.

Agindo desta forma, deixamos de ser marionetes dessas forças, nos tornarmos manipuladores das mesmas e passar a controlar as estrelas (e essa é nossa missão). O que são as estrela afinal? Elas são indicações exteriores de uma consciência em movimento. Influenciamos os astros assim como eles também nos influenciam porque estamos todos interconectados pela Grande Teia da Vida que é Deus.

Devemos ter gratidão e nos sentirmos seres universais, participantes do grande esquema cósmico. Desta forma estaremos nos preparando para estados de maior plenitude consciencial – o nirvana – mas não uma vez, mas várias. Para isso temos que treinarmos nossa mente para sermos aquilo que de fato somos – Deuses e crianças das estrelas.

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