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Por Robin the Dart
Magister - Clã de Tubal-Caim
O Povo de Goda, o Clã de Tubal Caim, são de uma tradição ancestral de adoração Luciferiana e isto não é para se gabar, é difícil para as pessoas compreenderem. Então este simples truísmo não é uma coisa fácil de se explicar aos estranhos, pois também celebramos vida, possuindo um respeito profundo por todas as coisas meritórias ao redor de nós. Mais importante, acreditamos que a vida é uma preparação para a morte. Como o falecido Evan John Jones, o antigo Magister do Clã uma vez me disse: "Eu pensei que estava aprendendo a viver, mas estou realmente aprendendo a morrer." Isto foi trazido à mente durante nosso ritual 'Rosa Além do Túmulo', onde um aspirante é escolhido para viajar além de sua própria existência a fim de descobrir a 'Verdade' e a 'Palavra'. Robert Cochrane, o fundador do Clã, ensinou da Lei, Evan John Jones, a Palavra, e eu - 'verdade pessoal' e 'mentira'. Assim minha saudação às pessoas que eu gosto é: "Possa a Palavra proteger você da Mentira."
Mas estou divagando, volto ao ponto. O homem 'perfeito' era escolhido para o ritual, nenhum peso leve mas um Mestre Maçom, um pragmático e empírico (também um Juíz de Paz), não alguém que seja facilmente enganado por falsidades ou teatro. Depois de uma preparação significativa que incluía jejum, abstinência sexual, meditações e a segurança nos caminhos astrais, o rito culminava em um dia de preparação e ritual. Embrulhado dentro da mortalha do Clã, adornada com símbolos específicos e selos angelicais, seu espírito finalmente iniciava sua jornada com cerimônia completa. Eventualmente, o aspirante retornava deste rito complexo e envolvente, no qual o sucesso não pode ser garantido (depende muito do próprio egresso individual), como uma alma radiante, brilhante e iluminada. Quando alguém toca, mesmo que brevemente a verdadeira virtude, traz de volta como um símbolo daquela consciência, e assim que a viagem continua, aprende-se a amar a vida e não temer morte, o portal para eternidade. A energia e emoção do ritual abençoou aqueles que o testemunharam. Este despertar não é apenas do espírito que retorna ao seu estado original, é também como ele desenvolve sua passagem na Terra.
Existem três estados de aprendizado: 1) A compreensão de Deus 2) A experiência de Deus e 3) O despertar do Deus interior (vendo com os olhos de Deus). Um profeta disse que uma parte sua está neste mundo, mas não deste mundo; o sopro sagrado ligado ao seu campo eletromagnético penetra seu corpo inteiro e deste modo, ao campo eletromagnético do universo. O ritual da 'Rosa Além da Tumba' facilita este contato, ainda que seja triste que um amigo Sufi recentemente tenha divulgado sua preocupação de que estamos em tempos perigosos que pedem a quebra do ovo para re-fechar sua casca à fim de proteger o fluxo subterrâneo.
Assim, não estou sugerindo que todo mundo deva tentar esta jornada. Para nós, gerações de experiência foram passadas para nos ajudar a evitar as armadilhas nestas escuras e perigosas magias. Preparação, meditação e afirmações, como "Este não é meu corpo, este é o templo de Deus. Este não é meu coração, este é o altar de Deus", é uma boa forma de começar. Nem todos têm liberdade de tempo e restrições financeiras para indulgir em um retiro espiritual, então devemos satisfazer nossas necessidades de outras formas. Ao invés disso podemos visualizar-nos na caverna primal, vestindo o traje de um peregrino, sintonizando nossa consciência àquela do ermitão. Devemos criar dentro de nós mesmos o Sagrado dos Sagrados; as chaves são o despertar em vida para acordar além da vida.
O enfoque está no 'self' interior, pois fora de nós nada vem a ser algo (ex nihilo). Primeiramente existiu a Palavra - 'o homem de Deus é um templo em ruínas.' Nosso ritual permite que toquemos a parte que não pode morrer. Ser a criança, o louco, nos permite uma perspectiva diferente. É esta inocência que permite a máscara cair, perscrutar além do véu, ser um com o todo, entender a ilusão da ilusão, ver além do eu próprio onde o coração plana como um pássaro. O músico afina seu instrumento e assim devemos afinar a mente para a freqüência do universo - a música das esferas.
Mas não pode haver qualquer renascimento sem a 'noite escura da alma'; temos que sentir o puxar do futuro, não o empurrão do passado. Lembre, com a escrita veio a confiança do aparecimento da sabedoria ao invés da realidade da sabedoria. O símbolo do sol que nosso círculo replica (tochas ardentes ao redor de um anel central) é um símbolo para as estrelas e para o infinito. O círculo, em movimento infinito, não tem fim e nenhum início, nem cantos, pois em amor e adoração não pode haver malícia, decepção ou injustiça. É tudo isso e mais. As pedras marcam o perímetro de nosso círculo refletindo o som, dando estabilidade, permanência. Tudo tem que ser assimilado e nenhuma tarefa é muito severa quando se ligam as virtudes que destrancam aquela grande porta fechada pela solda do forjador. O Mestre zen Hakuin (1685-1768) disse: "Não sabendo o quão perto a verdade se está, busca-se longe." Uma pena, pois o místico verdadeiro não reivindica a autoridade divina por todos os seus trabalhos muito humanos. Nosso caminho é que trabalho e vida da pessoa deveria desdobrar as crenças derivadas da experiência e discernimento. Julgue um homem ou mulher não pelo que é ou pelo que diz, mas pelo que faz. Nosso caminho é o da gnose e da espiritualidade e assim, isto não pode ser facilmente expressado. Na melhor das hipóteses isto é mal-compreendido, somente o contato genuíno com o Mundo irá trazer compreensão.
Nem deveríamos ser pontificados por aqueles cuja própria falta de humildade lhes permite a se vestir ousadamente a riqueza das eras ou habitar dentro de prédios e palácios pretensiosos. Ao invés disto, o buscador verdadeiro deve olhar para além destas superficialidades a fim de extinguir sua vontade como sujeita à Vontade Verdadeira, pois somente então o laço das coisas materiais estará solto, e só então também estará o self para a vida propriamente, absoluta renúncia e liberdade total do medo da morte. Vivemos nossas vidas em uma reflexão colorida, os olhos distraídos para fora, vendo miríades de coisas esplêndidas e belas. Mas o olhar voltado para dentro gera outra coisa. Esta é a razão pela qual a magia é trabalho duro.
A Arte Antiga sempre tem sido anárquica tanto que zomba da habilidade do estado de produzir em massa os indivíduos não pensantes, autômatos, que tolamente pensam que são livres, mas na realidade controlados. Como declarado em The Hollow Men of Mister Kurtz, de T.S. Elliot "Ele o ele-esterco não sabe isto." Uma citação que particularmente gosto é: "Melhor estar no Inferno como você mesmo do que no Céu como outra pessoa." As pessoas se tornaram figuras bidimensionais, carentes de profundidade para sobreviver neste mundo mecanizado. Meras Máscaras com nada por trás delas. A razão para a terra estéril em muitos mitos é que representa a desolação estática eterna da morte, diferentemente da vida, em que tudo é passageiro. O trovão ou relâmpago é o despertar; o ponto quando a pessoa se torna ciente de viver dentro dois mundos. Permanecer no nascer e por do sol como um vivo em meio aos mortos, como um morto dentre os vivos, os vivos - não os mortos. Então comprenda o significado do Rei Pescador, onde seu ferimento é meu ferimento, sua sangria é a minha sangria, a cura é ser tocado pela mesma coisa, o amor da fonte, o amante e o amado como um, pois o caçador e o caçado são apenas um. Para tocar o divino há uma taxa vibratória tão alta que nós, como matéria, trememos; é experimentar o medo de tal forma sobrenatural que vai além da lógica, e explicar isto denigre a verdade disto. Então venha para a dor, a retirada terrível sobre o qual o corpo se torna um obstáculo.
Todavia, ter uma linhagem não é para impressionar com idade ou autenticidade, mas simplesmente para se ter uma pista para seguir nossa irmandade ancestral, viajantes distantes, guias e guardiões das chaves e símbolos, dentro do Vazio e além. Para nós, o Graal é o Caldeirão, ferro negro, metal básico no lado de fora, fogo, fricção, movimento aquecendo o líquido, o espírito e magia da vida primordial, criando vapor, umidade, éter invisível, tudo para aquilo além do que vemos. Os conceitos simples que tentam elucidar o inexplicável.
Possa a Palavra Lhe Proteger da Mentira
Nota bibliográfica: O escritor é o presente Magister presente do Clan of Tubal Cain e vive em Derbyshire.

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