CROWLEY E O CULTO DE THELEMA: OS AEONS
Escrito por: Um buscador da Verdade
Tido para muitos como um dos maiores ocultistas do século 20, o polêmico mago Edward Alexander Crowley, foi o facilitador de um dos principais movimentos mágicos em voga hoje em dia: o culto de Thelema.
Crowley tinha como seu nome mágico " To mega therion ", palavra grega que significa " A grande besta ". E pela gematria soma 666.
Desde criança sua mãe, membro de uma fanática seita cristã, já o comparava com a besta do apocalipse, por causa do seu descaso com os valores vitorianos e cristãos.
O tão polêmico número da besta, no caso de Crowley, foi escolhido deliberadamente por ser a soma total do quadrado mágico do Sol. Seu equivalente na Árvore da vida cabalística é a esfera ou sephira " Tipheret ", que significa " Beleza " no idioma hebráico. Sendo justamente a esfera do "Sol", onde o magista se conecta ao seu Eu Superior ou Sagrado Anjo Guardião.
Falaremos agora do Culto de Thelema.
Em sua carreira mágica, Crowley obteve muitas revelações, mas a pedra fundamental. foi em 1904, no Cairo, Egito.
Numa invocação a mágica no Cairo, Egito, uma entidade que se denominou Aiwass, ditou-lhe através da mediunidade de sua esposa, Rose, entre os dias 8,9 e 10 de Abril daquele ano, Liber Al Vel Legis, o Livro da Lei.
Este pequeno grimório contém, segundo suas descobertas, a doutrina e fórmulas mágicas adaptadas para o homem de nossa era atingir sua iluminação espiritual.
De acordo com o Livro da Lei, vivemos atualmente no " Aeon de Hórus " ou ' Era de Aquário ", o que implica em algumas mudanças em relação ao ponto de vista da fórmula iniciática do Aeon passado, o de Osíris, ou Era de peixes.
O Aeon de Osíris tem como fórmula iniciática o " deus morimbundo " ( Sol ), ou " deus que morre ", que diz que para um homem alcançar a iluminação espiritual é nescessário o auto-sacrifício, como a mortificação de suas necessidades e impulsos mais materiais.
É a briga entre a matéria, que é vista como impura, e o espírito. Isso se baseia num errôneo ponto de vista que foi baseado em movimentos astrológicos observados pelos antigos sacerdotes.
Como eles percebiam que o Sol era o doador da vida, pois ele fertilizava a Terra, achavam que a cada dia o sol " morria " e que Osíris, o Sol, travava no Amenta ( A terra dos mortos ) uma batalha com Tiphon e, após isso, ressuscitava vitorioso no dia seguinte.
Porém, mais tarde, observadores do sol mais sofisticados experenciaram uma maior inseguridade quando perceberam que períodos da luz solar ( tal como o verão move-se para o inverno ) resultava na cessação da fecundidade na Terra, subitamente toda vida deveria findar na gelada escuridão de uma noite eterna. Porém, o Sol sempre retornava e baseado nisso, acreditavam que a humanidade, segundo a fórmula mágica do Sol ( vida, morte e renascimento ), também poderia ser eleita para a ressurreição.
Que fórmula é essa?
Por toda parte que olhavam, os sacerdotes Osirianos viam o drama do deus morimbundo atuando.
Não morre o sol cada noite e cada inverno para pode renascer? A semente não se oferece á Terra para poder ressurgir como uma nova planta?
Vida vinda da morte era um fato, e para assegurar que as bençãos da vida pudesse vir da morte começaram a fundar os cultos baseados no auto-sacrifício aos deuses.
Assim os deuses solares dos grandes cultos que seguiram-se baseava-se nessa fórmula ( Orfeu, Hércules, Dionísio, Attis, Adonis, Hiram Abif,Cristhos ) morriam e ressucitavam.
Porém, uma mais acurada visão do Universo está sendo revisitada pela Humanidade.
Nós sabemos que o Sol não se ergue ( nasce ) nem decai ( morre ). Ele não viaja para o Norte no verão e nem dirige-se para a extinção no sul ( isto porque o hemisfério norte, para o sul é exatamente contrário ). O Sol permanece fulgindo por todo o tempo. A luz é continua.
A morte do Sol é meramente uma ilusão de ótica, um jogo de luz e sombra.
Sendo assim, não há motivo para temer a escuridão da noite nem temer a morte.
Isso é a fórmula de Hórus, um deus em transformação e não um deus morimbundo.
Quanto á briga entre Matéria e Espírito, a doutrina thelêmica assumiu a mesma postura dos tântricos orientais: ao invés de lutar contra nossos impulsos, nosso lado animal, sacralizá-lo, utilizando suas forças como uma parte da Obra mágica de expansão consciencial e liberação, daí Thelema utilizar-se por exemplo, da Magia sexual.
Isso não significa que não há esforços para crescer nesse Sistema, porém, um thelemita quando abdica de algo é para suprir alguma energia que será nescessária em algum trabalho mágico...ou para testar sua força de vontade e capacidade de auto-controle, sem fundamentos " moralistas ", ou porque isso ou aquilo " é do diabo.
A palavra da Lei do novo aeon é " Thelema ", que significa " Vontade ", e no Livro da Lei proclama-se " Faze o que tu queres sejá o Todo da Lei ". Isso não significa que deve-se fazer o que quiser, seguir os caprichos do falso ego, mas sim fazer a Vontade de seu deus interno.
Em relação ao pecado, no Livro da Lei é dito:
" A palavra do pecado é restrição: pecado é tudo aquilo que te impede de fazer tua verdadeira Vontade ( cumprir o seu Dharma ). Lembrando que a raiz latina da palavra pecado (peccare), significa "errar o alvo", ou seja, desviar-nos de nossa Verdadeira Vontade, nosso caminho espiritual!
Concluo aqui está breve explanação sobre um dos modernos e alternativos caminhos espirituais ofertados à humanidade. Quem se interessar em se aprofundar, há vasto material disponibilizado através da Internet.
L.V.X.




